(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
Apesar de parecer não ser mais um problema para a sociedade atual, o Transtorno do Espectro Autista ainda é cercado de muitos tabus e medos, sobretudo por quem não tem o devido conhecimento sobre essa condição que acomete cerca de 70 milhões de pessoas no mundo — aproximadamente 2 milhões no Brasil. Os desafios para lidar com as crianças autistas em escolas são diversos. Mas com a ajuda da tecnologia, uma pesquisadora criou um projeto para ensinar professores a lidar com crianças com o espectro autista
Pensando nesses desafios, Viviane Macedo, mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), produziu, em dissertação do mestrado, três vídeos que ensinam algumas técnicas baseadas na Análise do Comportamento Aplicada para quem ainda não conhece a maneira correta de ensinar crianças com autismo. O objetivo é alcançar maior número de profissionais que trabalham com crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“A proposta da pesquisa foi desenvolver vídeos animados autoinstrucionais - que possibilitam o aprendizado autônomo - para ensinar professores a identificarem preferências de crianças com TEA. Explico no trabalho a fundamental importância da utilização desses itens preferidos como ferramenta “motivacional” para as crianças permanecerem sentadas durante o ensino, responderem adequadamente às demandas propostas, além de diminuir a ocorrência de comportamentos inadequados. A falta de motivação pode, assim, constituir-se em barreira na programação de ensino”, explica Viviane.
Nos tutorais, os professores poderão aprender a aplicar uma das avaliações de preferência de escolha que existem na literatura científica. A educadora, que também se especializou no Instituto LAHMIEI Autismo, da UFSCar, explica que identificar os itens reforçadores de uma criança é uma das ferramentas fundamentais para instalar e fortalecer novos comportamentos.
“Os vídeos apresentam estratégias sobre como preparar o ambiente e manejar os objetos para aplicar uma avaliação de preferência e, consequentemente, como elaborar uma lista de maior e menor preferência da criança, uma estratégia importantíssima principalmente se ela não apresentar fala”, diz a professora.
Na opinião de Viviane, diversas questões ainda dificultam a inclusão adequada das crianças com TEA nas escolas. “A superlotação das salas de aula e a dificuldade dos professores em lidar com elas são barreiras comumente encontradas no sistema público de ensino, e que inviabilizam a inclusão de qualidade dessas crianças”.
Ela espera que os educadores possam entender como analisar o comportamento das crianças com autismo, para que seja mais fácil saber quais tarefas ensinar e como ensinar.
A dissertação de mestrado de Viviane, que deu origem aos vídeos, será defendida no fim de setembro, e os tutoriais serão divulgados após a defesa.
(Fonte: Agência Brasil)
Educação
Prova do ENEM vira campo missionário 27/11/2025Educação
Literatura cristã que discipula, inspira e transforma pré-adolescentes 25/11/2025Start
JesusUp lança a série “Coroadas” para pré-adolescentes meninas 09/10/2025Educação
Figurinhas que discipulam: Projeto GrowUp Cards revoluciona a EBD 04/08/2025Cuidado
Mulheres Únicas: Identidade, Fé e Propósito 31/07/2025IWE
Formatura do IWE 2024 24/07/2025IWE
Encontro do IWE reúne seminaristas do Nordeste em Recife 16/07/2025Educação
IWE promove encontro que fortalece a caminhada ministerial na 7ª Região 08/07/2025