Bispo Sinvaldo | Para que facilitar, se podemos complicar?


(Foto: Pixabay)

Tenho o pressentimento que nunca esta frase esteve tão em voga como atualmente. Ao invés dos governos federais, estaduais e municipais unirem forças, com a gloriosa ajuda do legislativo e judiciário, resolveram combater o coranavírus utilizando-se da famosa estratégia de um ditado de minha infância: “Em tempo de murici, cada um que cuide de si!”

O resultado: governos disputando o palanque eleitoral, aproveitando-se da oportunidade para comprar sem a devida concorrência pública, com isso aumentando significativamente os custos, abrindo-se as portas para a corrupção com o erário — “dinheiro dos seus e dos meus impostos”, e por fim uma população perdida, sem as orientações necessárias, descrente nas autoridades e à mercê da própria sorte.

Naturalmente tudo isso é saldo de uma cultura política, jornalística e de grupos de interesse, que visa unicamente criar dificuldades para vender facilidades e se apresentar como “o salvador da pátria”. Será que não poderíamos seguir o pensamento de Hans Hofmann que nos afirma: “A habilidade de simplificar significa eliminar o desnecessário para que o necessário possa se manifestar”, ou mesmo aplicar a filosofia de Dalai Lama: “Se descobrirmos que não podemos ajudar os outros, o mínimo que podemos fazer é desistir de prejudicá-los”.

Esta síndrome afeta até mesmo os arraiais dos santos, onde existem alguns que aplicam a filosofia do complicar, do criar dificuldades, do desmerecer para quem sabe se “engrandecer”.

Em Eclesiastes 7:29 (NTLH), as Sagradas Escrituras clarificam o assunto: “Tudo o que aprendi se resume nisto: Deus nos fez simples e direitos, mas nós complicamos tudo”. Será que não nos seria mais fácil seguir a simplicidade divina em vez de querermos enfeitar o pavão? Como declara John C. Maxwell: “Os comunicadores pegam algo complicado e simplificam”.

O que precisamos para este momento são líderes que se façam entender, que se comuniquem de tal modo que as pessoas entendam o que deve ser feito, como deve ser feito, quando deve ser feito e por que é importante que o façam. O que precisamos para este momento não são complicadores, mas líderes que possuam a energia e a coragem para agir com presteza tomando a frente nas decisões que afetarão a vida de todos.

O psicoterapeuta Sheldon Kopp declara: “Coragem é se deparar com decisões difíceis e desafiadoras e tomar a frente...” Em meio à enorme crise provocada pela segunda guerra mundial Winston Churchill afirmou: “A coragem é corretamente considerada a primeira qualidade humana... porque é a qualidade que garante todas as  outras.”

Para tempos de crise precisamos de homens cheios de coragem e ousadia, “de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria aos quais encarregaremos deste serviço” — (Atos 6.3). Certamente se promovêssemos homens da estirpe de José (Gn. 41.34, 38-40), Daniel (Dn. 2.47-49), Neemias (Ne. 2.4; 5.14) para as posições de administração, governo  e liderança, nossa realidade seria bem diferente.

Por fim, deixo alguns passos indicados pelo coaching José Roberto Marques:

“Organize os seus compromissos com planejamento; Reclame menos e resolva mais;
Seja paciente e cauteloso;
Aprenda a dizer não e se valorizar”.

Que o Senhor nos abençoe, nos ajude e nos capacite a sermos respostas para este tempo.

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