Igreja é movimento, não monumento
É notório que há um movimento na Grande Comissão: Ir
Pastor Agnaldo Valadares
06 de Abril de 2020

CARTA PASTORAL

“Então, Jesus aproximou-se deles e disse: ‘Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos’”. Mateus 28:18-20

BATE-PAPO: Olhando para o modo como era o discipulado de Jesus e como a igreja se relacionava em Atos de maneira natural e orgânica, vemos que seu modo de agir mudou drasticamente. Hoje, quando se fala de igreja, logo vem em mente um prédio, uma construção física, um monumento.

É notório que há um movimento na Grande Comissão: Ir. O desafio da igreja não é preparar um salão, colocar nele cadeiras, instalar um bom equipamento de som, preparar equipes, abrir suas portas e esperar que as pessoas venham. O desafio da igreja não é preparar um missionário e enviá-lo. O desafio da igreja é IR.

No texto original em grego, esse texto tem apenas uma ordem: “façam discípulos”. Nesse texto, o verbo correspondente a “IR” não está no imperativo (vão), mas no particípio da língua grega. Assim, uma melhor tradução seria: “tendo ido, façam discípulos”; ou ainda: “indo, façam discípulos”. Portando a grande ordem de Jesus aos seus discípulos não é para eles irem, mas para que façam outros discípulos. IR é um passo no cumprimento dessa ordem.

No Antigo Testamento, o Templo era o lugar de encontro com Deus. No Novo Testamento Deus não se limita mais a estar apenas em “templos feito por mãos humanas”. Jesus foi a Sicar alcançar a mulher samaritana, foi a Betânia ressuscitar Lázaro, foi a Gadara alcançar aquele endemoninhado. Os apóstolos foram a Jerusalém, a Samaria, Judéia. A igreja deve IR até os confins da Terra.

I – IR ATÉ OS CONFINS DA TERRA - Em Atos dos Apóstolos, a ordem é dada novamente; “receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra”. Nota-se um foco na missão de Jesus de fazer de cada um dos seus discípulos um ministro, um discipulador. O alvo é a cidade, o estado, a nação, o mundo.

O que Jesus tem em mente é que na medida que você vai para o trabalho, que você está no trabalho, que você vai a uma festa, que você faz uma viagem, etc., você faça discípulos. É assim que o Evangelho vai sendo pregado.

A igreja precisa entender sua missão: Ela foi estabelecida para:

1. ADORAÇÃO a Deus; O propósito da igreja é a Gloria de Deus. 2. SERVIÇO, EDIFICAÇÃO E COMUNHÃO dos membros; 3. EVANGELISMO E DISCIPULADO do mundo. Aqui está a prioridade da igreja. É no evangelismo e discipulado que a igreja glorifica o Nome do Senhor.

II – IGREJA É MOVIMENTO – Olhe para Jesus e veja como ele agia. Durante o crescimento de seu ministério, Jesus foi a vários lugares, falou com várias pessoas e fez vários milagres. Jesus estava em movimento e não estava preso a um lugar. A igreja primitiva que é descrita em Atos 2 está a mesa, divide o pão, cuida dos irmãos, é corpo é movimento. 

Devido à crise que se instala ao redor de nós, muitos tem deixado de ser igreja por não poderem ir ao templo. Ser igreja é ser discípulo, ser cristão é ser ministro. 

O propósito de Deus ainda é o mesmo: FAZER DE CADA CRISTÃO UM MINISTRO. Sabemos que a Grande Comissão não foi apenas para os onze discípulos que foram com Jesus até o fim. As escrituras registram que eram em torno de quinhentas pessoas que assistiram a ascensão de Cristo e que receberam a ordem (I Co. 15:6). A grande comissão foi para todos vocacionados do Senhor, em todas as épocas, lugares e particularidades. 

Esse é o tempo de sermos igreja, tempo de nos movimentarmos, Tempo de sermos ministros.

“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. 1 Pedro 2:9

Deus os abençoe!

 

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